Quanto riso...
Essa coisa de palhaço no Brasil é engraçada. Por mais que se tente sair dela, parece haver uma vocação inconscientemente coletivizada, de que a palhaçada nos redime. Assim nos alegramos e nos entristecemos. Como se o picadeiro do mundo estivesse aquém das nossas fronteiras. Nossa maior sedução. Até aqui não estou ainda querendo dizer se isso é bom ou ruim. Por enquanto apenas uma percepção que denota um cuidado, tão somente. Conotemos então nessa praça, novamente! Grande abraço
Escrito por Kleber Jean Matos Lopes às 12h50
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GLOSSÁRIO DA REFORMA AGRÁRIA
• REFORMA AGRÁRIA - Todo mundo é a favor, desde que seja com a terra dos outros. Quando envolve sua própria fazenda, o raciocínio fundiário encara a reforma agrária como uma ameaça ao direito de propriedade. Além dessa ambigüidade, a expressão esconde uma confusão. Misturam-se no Brasil a guerra de terras com a reforma agrária. A guerra de terras eqüivale, no campo, à ação dos bandidos comuns da cidade, como os assaltantes de banco, ou aos promotores de desfalques e golpes financeiros. São casos de pura e simples aplicação de velhas leis, como o Código Penal. A reforma agrária é um conjunto de leis pelas quais organiza-se a distribuição de terras disponíveis no país. Ela é necessária no Brasil, país onde se cultiva uma porção ainda pequena das áreas aproveitáveis. Confundir a reforma agrária com a guerra de terras é o mesmo que misturar a reforma bancária com os golpes dos empresários de colarinho branco.
• INCRA - Batizado como Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, tem como tarefa mais árdua conferir conflitos de terra e ajudar em sua distribuição. Para os fazendeiros, a melhor posição do INCRA é ficar parado. Para os sem-terra, seria bom que andasse depressa - por isso, pessoas ligadas ao MST integram sua nova diretoria.
• DESAPROPRIAÇÃO - Tirar a terra de seu dono é uma decisão tão grave que só pode ser tomada com a assinatura do presidente da República. O fazendeiro perde o imóvel e ganha um papel, um título a ser pago a longo prazo. Como negócio, a desapropriação é ruim para quem perdeu a fazenda. Para o governo, é uma forma de ficar de bem com os trabalhadores rurais do país - passando parte da conta para seus sucessores. Desde janeiro de 2003, quando assumiu, Lula assinou 84 decretos desapropriando 200.000 hectares, mas as vistorias das terras, passo seguinte à desapropriação, só começaram na metade do ano.
• ASSENTAMENTO - Quando distribui uma área, o governo constrói casa e instalações necessárias a uma família de lavradores. Para os recém-chegados, é a providência mínima. Para o contribuinte, a conta pode ser vista com outros olhos. Cada família assentada custa muito dinheiro. No governo FHC, mais de 635 000 famílias foram assentadas. No primeiro semestre de 2003, o governo Lula assentou 2.500 famílias na terra - bem menos do que o governo anterior fez no mesmo período do ano anterior, em que os tucanos montaram 136 assentamentos e alojaram 7.800 famílias. A meta de Lula é assentar 60.000 famílias até o fim de seu primeiro ano como presidente.
• INVASÃO - A invasão depende do ponto de vista de quem a pratica e de quem a sofre - desde o dia em que Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil. Há a invasão da terra abandonada pelo posseiro que ali procura uma roça para seu plantio e também a invasão de fazendas por grupos organizados que desembarcam caminhões e tentam ocupar a propriedade alheia. Somando-se os dois casos, há milhares de pontos de conflito desse tipo no país. A legislação pune o invasor, mas a realidade ensina que todo ato de posse, seja de um minifúndio com menos de 20 hectares, ou de um latifúndio de 5.000, começa por um ato de invasão.
Fonte de informação: Arquivos Veja On-line
Escrito por Amanda Tote às 13h02
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