A mesma praça?

 

Uma amiga desse espaço, que há muito não aparece, Maria, a mesma, certa feita inquietou-se por aqui e sugeriu que tirássemos as máscaras. Foi um deus nos acuda! Ninguém, inclusive eu (na época Zé, o outro) aceitou tal proposta. Tava bom do jeito que estava. Até que um dia, não suportei mais ser o personagem Zé. Uma espécie de psicólogo-animador de plantão, que respondia a todos que comentavam com uma diplomacia incomum aos meus hábitos. Olha que ultimamente até penso em fazer vestibular para o Instituto Rio Branco. Bom, as coisas mudaram. Zé virou Praça, que era o seu sonho de consumo e eu virei passante dessa praça.

Mais gente postando e comentado. Anônimos e outros de nome a dizer das idéias e tal. Até que um dia o Primo Zé traz à Praça, um panfleto que discutia as distâncias entre a academia e a vida. Grandes cusparadas. Até que hoje, Primo Zé diz que era uma invenção tudo aquilo. “Pra mim, no começo, não passou de brincadeira. A Mara, aquela menina da Unb que me mandou o email, ela também nunca existiu” (Primo Zé).

Depois ele desdobra a questão e parece querer nos alertar para outras questões, como o controle da informação, os modos de manipular, etc. Em seguida diz que essas coisas viveram e vivem. Falo delas agora. Assim, ele está correto. Aí se despede e volta noutro comentário para dizer que o dito, poderia não ser o dito: uma nova brincadeira.

Bom Primo Zé e as ZAZs? Aguardo resposta, mas meu sentimento foi de perda de algo que parecia ter. Talvez ainda tenha, mas agora sem saber.

Acho muito pedagógico o discurso do Primo, mas nesse momento não sei precisar a que ele serve.

Boa noite e abraços!



Escrito por Kleber Jean Matos Lopes às 19h41
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mais um espaço para cuspir

http://insolitos.zip.net/index.html



Escrito por Zé às 14h13
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O Prazer da Ausência Permanente

Estamos inaugurando neste exato momento a era das mágoas virtuais, das ofensas digitais e das ausências cibernéticas.
Ausência cibernética não existe. Ou melhor,isso não é uma certeza. Foreigner, isso com certeza, anda passando por aqui e dando uma olhadinha, no estilo casa dos artistas, sabe, aquela coisa, olha mas não comenta, dá uma olhada se o maikel falou mais alguma coisa que o faça ficar um pouco indignado, um pouco magoado, excitado, sei lá, muitas emoções podem ser despertadas em frente a essa maquininha maravilhosa.
Talvez exista prazer nisso.
Sabe o que é fascinante? Nós, de certa forma, estamos nos tornando amigos! Nós e nossas discussões, nossas ideologias, nossas defesas e nossos ataques. Nós e nossa deliciosa loucura.
Mas engraçado. Continuo meio deslocado. Preciso de cerveja na praça, urgentemente. Proponho abrir um boteco na praça, com copo sujo e amendoim torrado. Pode ser em Guarapari, maikel, pode ser em qualquer lugar.
porém, Olha que vício... esses dias em que não botei os pés no cuspódromo senti uma tremenda falta de teclar aqui, na praça. Mesmo dar uma olhadinha, muito bom.
Aqui se fala de tudo não é mesmo?? A gente pode brigar, pode xingar um belo palavrão qualquer, pode ser sério ou não, e ninguém pode perceber. A ironia está nos olhares, e a praça não mostra olhares (a não ser nas entrelinhas, como foi bem afirmado anteriormente). Pode-se mentir e inventar e discutir e criar e poetizar a vida. Delícia!!!
O filho da puta do Professor Dr. José Ribeiro Dourado, com aquele seu textozinho de merda, nunca mais apareceu. Deve ter caído de avião com destino a alguma conferencia com seus amigos portadores de crise gastrointestinal filosófica. Deve ter sido engolido pelo abominável monstro do campus. Deve estar por aí, por aqui, em algum lugar.
Entrarei aqui amanhã e espero ser indignado mais uma vez. Assim me sinto vivo.
Um grande abraço!




Escrito por Primo Zé às 21h16
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... é guerra...

O SEGUNDO TURNO E A LUTA DE CLASSES



Para quem vem prestando atenção, o segundo turno das eleições deste ano pode sugerir que a população mais pobre começa a demonstrar uma maior consciência política e de classe. Tanto em Porto Alegre como em São Paulo, duas cidades onde a polaridade esquerda direita é mais visível, os candidatos do PT têm a preferência das classes menos abastadas.

Sobre Marta, já falamos aqui. Em Porto Alegre a situação é a seguinte:

“Segundo levantamento do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul e da empresa Cubbos, divulgado nesta sexta pelo jornal Zero Hora, Raul Pont é o candidato preferido dos eleitores que moram nos bairros mais pobres da cidade, enquanto Fogaça tem maior penetração nas regiões de classe média alta”.

”No primeiro turno, Pont foi vitorioso em 64 dos 81 bairros pesquisados, enquanto Fogaça venceu em apenas 17. A maior votação do petista foi no bairro da Cascata, na periferia da capital. Já Fogaça, obteve sua maior votação no bairro Moinhos de Vento, uma das regiões de maior poder aquisitivo da cidade”
(ler reportagem da Agência Carta Maior).

BAIXO NÍVEL

Assim como em Vitória, a direita porto-alegrense também apelou, baixando o nível da campanha. Nem a liderança nas pesquisas parece tranqüilizar os eleitores de Fogaça. Como aponta a matéria da Agência Carta Maior:

“O comitê central do candidato Raul Pont (PT), localizado na região central da capital gaúcha, foi apedrejado e invadido na tarde deste sábado (23) por dezenas de integrantes da campanha do candidato José Fogaça (PPS). O incidente deixou vários feridos e sete militantes da Frente Popular foram atendidos no Hospital de Pronto Socorro (HPS), vítimas de golpes de paus e pedras. A invasão do comitê foi o ápice de um processo de escalada de violência na campanha eleitoral em Porto Alegre. Na sexta-feira, outros oito militantes da campanha de Raul Pont foram parar em hospitais da cidade, vítimas de agressões. Um deles, Éden Greenfield, de 25 anos, acabou atropelado na noite de sexta, após tentar fugir de três homens armados que abordaram um grupo de militantes do PT que fazia um bandeiraço perto da rodoviária da capital. Greenfield fraturou a tíbia da perna direita e foi internado no Hospital de Pronto Socorro” (ler matéria completa).

Jornalismo anti-PT

Outra semelhança entre a campanha paulista e a Porto Alegrense é a mídia. Lá, contudo, parece que a postura anti-petista não é absoluta, mas concentra-se no grupo RBS (Rede Brasil Sul), afiliada da rede Globo e uma das maiores televisões do país, que há anos faz oposição ao PT no Rio Grande do Sul.

PERDAS

A vitória de Fogaça, ao que parece, faria Porto Alegre retroceder em diversos aspectos. Um deles, como já comentei no Psicotópicos, é na questão do Orçamento Participativo. Outro é no Fórum Social Mundial: dois projetos que tornaram Porto Alegre uma referência para as administrações de esquerda do mundo todo. Quem alerta para esse perigo é também a Agência Carta Maior.

Em nota, o Comitê Organizador do FSM afirma que "a mudança das políticas democráticas desenvolvidas em Porto Alegre, com o retorno daqueles que sempre estiveram com FHC e implementaram o desastre neoliberal no país, comprometeria a condição de Porto Alegre como capital do Fórum Social Mundial". A razão do Fórum acontecer na capital gaúcha, acrescenta o texto, está intimamente ligada às políticas implementadas nos últimos 16 anos, que navegaram na contramão do modelo aplicado pelo governo Fernando Henrique Cardoso. A identidade entre o movimento organizado em torno do FSM e a cidade de Porto Alegre estaria ameaçada em caso de uma vitória de Fogaça, que foi uma das principais lideranças do governo FHC” (ler matéria completa).

UMA BOA NOTÍCIA

Em meio a tanta notícia ruim, uma razoável, que merece destaque. Em São Paulo, um grupo formado por artistas e intelectuais brasileiros declarou apoio à candidatura de Marta Suplicy. Confira trechos da matéria da Agência Carta Maior sobre o assunto:

“Penso que é preciso, necessário, obrigatório e forçoso que Marta seja reeleita”, disse aos presentes Marilena Chauí. Para a filósofa e professora da Universidade de São Paulo (USP), a administração petista promoveu uma “ação civilizatória” na cidade ao valorizar o reconhecimento dos direitos dos cidadãos paulistanos. Marilena chamou a conjuntura atual de “momento de barbárie”, em que o poder do capital força o encolhimento de tudo o que é público e semeia o alargamento dos espaços privados.

Nesse sentido, a intelectual destacou o caráter “republicano” da atual gestão da Prefeitura de São Paulo por privilegiar o “alargamento do público”. Existe, segundo ela, um coro que tenta apresentar o PSDB do adversário de Marta, José Serra, como uma “agremiação séria, responsável e competente que entende de política”. No entanto, Marilena lembrou que esse mesmo grupo protagonizou oito anos de privatizações e desmonte do Estado durante os oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso (1994-2002) e se notabilizou pela “mediocridade de políticas”.

“A gente só resolve o problema de dependência econômica com cultura”, disparou o diretor José Celso Martinez Corrêa. Na opinião de Corrêa, a função do ministro Gilberto Gil é “mais importante que o presidente do Banco Central”. Depois de uma ligeira performance cheia de elogios à prefeita, o artista aconselhou Marta a “soltar a franga” (em outras palavras, não se preocupar tanto com as convenções de comportamento) na reta final da campanha e definiu a política cultural do PSDB de “caipira””
(ler matéria completa).



Escrito por Maikel Psico às 16h22
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Bolsa universitária no "tapetão"

Em pleno período de inscrições das instituições particulares de Ensino Superior interessadas em aderir ao Programa Universidade para Todos (Prouni), do Governo federal, a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra o programa no Supremo Tribunal Federal (STF), com pedido de liminar para que os efeitos da medida provisória que o instituiu sejam suspensos. O Prouni baseia-se na troca de isenção fiscal por gratuidade para estudantes carentes. O período de adesão vai até 5 de novembro. Para concorrer às bolsas, os estudantes devem se inscrever entre 22 de novembro e 10 de dezembro pelo site do Ministério da Educação (www.mec.gov.br).
Segundo o presidente da Confenen, Roberto Dornas, a medida provisória carrega uma série de inconstitucionalidades. 'Em primeiro lugar, há um problema quanto a forma. A matéria teria de ser tratada através de lei complementar e não de medida provisória. Em segundo, ao criar reserva de vagas para grupos de alunos, o programa contraria a Constituição Brasileira, que determina que ninguém deve ter tratamento diferenciado. É claro que não se discute a necessidade de adotar medidas que ajudem os estudantes que estão em desigualdade de condições. Mas isso deveria ser feito, por exemplo, melhorando a qualidade do ensino público, dando melhores condições de preparo aos candidatos carentes', argumenta Dornas.
Pelas regras do Prouni, as instituições filantrópicas de Ensino Superior terão de converter 20% de sua receita bruta em bolsas de estudo para manter a isenção fiscal. Já as instituições privadas que aderirem deverão oferecer 10% de suas vagas em bolsas de estudo.
Questionado sobre a Adin contra o Prouni, o secretário executivo do MEC, Fernando Haddad, afirmou que as filantrópicas que se opõem ao programa querem usufruir de um favor constitucional sem oferecer contrapartida. 'Quem é contra uma regra dessas se vale da opacidade da legislação anterior para não cumprir com o mandamento constitucional, que prevê exigências fixadas em lei para a isenção fiscal. Qual o argumento para uma instituição filantrópica não querer dar bolsa para um jovem carente bem colocado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)?', questionou o secretário.
Para Fernando Haddad, o setor precisa de transparência. 'Quando você tem regras claras, pode ostentar o título de filantrópica com orgulho. E não como é hoje, quando paira dúvida sobre quem de fato aplica a filantropia e quem utiliza um regime jurídico pouco transparente para se valer de um favor constitucional, em alguns casos ilegítimos', alfinetou.
No entendimento do presidente do Confenen, entretanto, o apelo da transparência não se justifica. 'Nas entidades sem fins lucrativos, os dirigentes não recebem e não há distribuição de resultados. Se o Governo quer regulamentar o setor, então que seja através de lei complementar, com o instrumento jurídico adequado e sem contrariar a Constituição. Hoje, a legislação prevê que os 20% da receita bruta sejam aplicados em benefícios sociais, o que não quer dizer, necessariamente, a concessão de bolsas de estudo. Entendemos que torná-las obrigatórias é tributar as instituições', defende-se Dornas.
A orientação da Confenen é para que, enquanto o pedido de liminar não for julgado, as entidades que discordarem da medida provisória, mas optarem por aderir ao programa, ressalvem em edital de seleção que a efetiva participação no Prouni dependerá do tratamento que o STF der à matéria.

PARA ENTENDER
Programa Universidade para Todos

O que é?
O Programa Universidade para Todos (Prouni) foi instituído por meio da Medida Provisória n.º 213, de 10/09/2004, e prevê a concessão de bolsas de estudo integrais e bolsas de estudo parciais de 50% (meia-bolsa) para cursos de graduação e seqüenciais de formação específica, em instituições privadas de Ensino Superior, que receberão isenção fiscal como contrapartida.

Quem pode ser beneficiado pelo programa?
- Estudante que tenha cursado todo o Ensino Médio em escola pública ou em instituição privada na condição de bolsista integral.
- Estudante portador de necessidades especiais.
- Professor da rede pública de ensino que se candidate a cursos de licenciatura destinados ao Magistério e educação básica e Pedagogia, independentemente de renda.
- Para concorrer a uma bolsa integral, o candidato deverá ter uma renda per capita familiar de, no máximo, um salário mínimo e meio (R$ 390).
- Para concorrer a uma bolsa parcial, o estudante deverá ter uma renda per capita familiar de, no máximo, três salários mínimos (R$ 780).

Quando o programa começa a valer?
A expectativa do MEC é que as primeiras bolsas sejam distribuídas já no primeiro semestre letivo de 2005, após a formalização do contrato de adesão com as instituições interessadas em participar. A entidade que quiser sair do programa terá de manter a bolsa para os alunos já beneficiados até o fim do curso.

Quantas vagas gratuitas devem ser criadas?
A previsão é de que sejam oferecidas 70 mil bolsas de estudos já no ano que vem. Em quatro anos, estima-se que serão 300 mil bolsistas atendidos pelo Prouni. As entidades participantes terão que oferecer uma bolsa integral para cada nove alunos matriculados. Caso a entidade deseje, 50% das bolsas integrais podem ser convertidas em bolsas parciais (meia-bolsa).

Como será o processo de seleção?
O MEC fará uma pré-seleção com base no resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2004 ou a partir de novos critérios a serem definidos. Com o resultado da pré-seleção, a instituição de Ensino Superior poderá realizar a seleção final segundo seus próprios critérios, obedecendo à pré-seleção do MEC.

De quais impostos as instituições de ensino estarão isentas?
- Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas.
- Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
- Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
- Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS).

Haverá vagas específicas para negros e índios?
O programa prevê a reserva de vagas para negros e índios. O número de bolsas terá que ser, no mínimo, o percentual de cidadãos autodeclarados pretos, pardos e indígenas no último censo do IBGE de cada Estado.

Fonte: Ministério da Educação – http://www.hojeemdia.com.br



Escrito por Amanda Tote às 08h05
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ERRATA

Oi gente, volto não para dizer que desconsiderem o que havia postado ontem. Mas é que superinterpretei uma fala da Teresa. Ela comentou, respondi lá também, mas quis fazer esse registro. Entretanto penso que nessa arte de cuspir, seja válido os desdizeres. Novos dizeres. Não peço para esquecerem. Ao contrário, que lembremos dessa nessecidade de reformular. Abraços!!!



Escrito por Kleber Jean Matos Lopes às 11h00
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Buracos na calçada

[Maria Tereza][mtta_2003@yahoo.com.br]
Gente, que que é isto? Não gostei e não volto mais aqui?Confesso que embora eu não polemize nunca ou quase nunca, nem por isto deixo de me apavorar quando boas discussões descambam a este ponto. Acho uma pena.

24/10/2004 10:52

 

Oi gente. Tudo bem? Bom, passeando pela Praça encontrei esse comentário da Maria Tereza. Acho que os ânimos entre Maikel e Foreigner ferveram, mas não vi nessa indisposição nada de apavorante, que merecesse esse comentário da Maria Teresa. Nosso blog tem sido um lugar de passagens, de conversas e também atritos. Mas jamais foi um espaço para eliminação, de quem quer que seja. Mesmo que seja uma auto-eliminação. Por certo cada um vai onde bem quer, mas o que acho uma pena mesmo nisso tudo, foi ler o comentário da Teresa. É que me senti atingido e não penso como o Maikel ou o Foreigner, naquilo que dispuseram. Limites na vida, muitas vezes inventa gente limitada. Até onde podemos ir de cusparada em cusparada? Não vou lamber feridas. A vida continua e as praças resistem e aguardam os passantes. Abraços!!!



Escrito por Kleber Jean Matos Lopes às 18h35
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