O capitalismo é de brancura singular. Tudo que nele se inscreve, ganha evidência. O problema é o daltonismo social. O sistema é aquilo que nele se pinta. E você, como tem pincelado?
Pensei que iria, mas foi um sábado de distâncias. Ninguém apareceu, eu fui num e noutro blog, mas não deixei recado e vamos adiante.
Ainda estranho os movimentos por aqui. Talvez pela ausência de um corpo. Sei lá. Mas permanece a vontade de circo. Estado de espírito que se flexiona em direção a um outro, mesmo eu sendo um outro. Então, mesmo não tendo ido a um outro lugar, fui a mim, outro enfim!
Ah!!! Amanhã, domingo é um dia ideal para falar da brancura do capitalismo. Eu volto, mesmo que uns não queiram, pois sou outro.
Essa é a manchete principal do jornal Folha de São Paulo, nesse sábado, 5 de junho. Manchete muitas vezes é tudo o que se lê de um jornal. O capitalismo hoje é BRANCO, meus caros. Na blogosfera, qual a cor predominante? Daqui, para lugares que não sei, estou indo.
Foi bem mais ou menos ver o Ronaldo ganhar dos argentinos. Primeiro porque eles jogaram melhor, segundo e principalmente porque eles parecem gostar de jogar futebol, muito mais que nosotros.
Correm, criam-se no campo. Multiplicam-se em cada jogada apesar da nítida inferioridade técnica. Na noite de ontem Ronaldo e os hermanos argentinos fizeram a diferença. Inventaram um pouco de futebol, enquanto o Barreira, melhor Parreira só queria três pontos. Fica a questão: o que já foi não mais é, e o que é será arte?
Havia sido encontrado e não sabia. As configurações confundiram-me. Recebi duas mensagens do Maikel. Como ele me achou? Esqueci de perguntar. De repente a gente se conhece e quem sabe. Coloquei o blog dele nas indicações desse. Fui lá e gostei, apesar de fazer um tempo bom que ele não blogueia.
Já não estou só e que o Maikel e outros continuem aparecendo. Como demorei a saber que ele tinha passado aqui, não sei se volta. Maikel, cadê você?
Fui lá e deixei uma mensagem. Ele, o Tas, falava das viagens do Lula e dos endêmicos problemas nacionais. Pediu idéias e deixei o texto abaixo. Vamos ver se algo acontece.
Zé,:
[Zé][zeooutro.zip.net][Brasil] Minha idéia é comentar. Brasileiro não comenta muito. Balança a cabeça, prá cima ou prá baixo, pros lados mas comentários que é bom, se produz muito pouco. Comentário também não é dizer o que o outro disse. Isso é cópia. Comentário por invenção. Na ponta da língua, na palma da mão. Abraços Zé
Uma semana de blog. Parabéns e tal. Bolo é só que tenho levado, apesar de ninguém ter prometido aparecer. Tenho ido a alguns blogs e visto muita coisa interessante. Como aqui não busco uma continuidade para minha outra existência de Zé, no mundo dos cheiros, vou passar um tempo, falando aqui do que é alheio a mim na blogosfera.
Em outras palavras, vou em busca de amizades aqui. Elas não chegam por acaso. É necessário encontros. Vamos a eles. Quem sabe eu gosto e só vou saber, indo.
O Guilherme Arantes, acho, tem uma música que diz de um cara "ferido" e que se vê mudado, que "queria estar no escuro do quarto, a meia noite, a meia luz" e que "daria tudo por meu mundo e nada mais". Vem prá cá o Guilherme.
Ele nem vai saber. Mas a música é de breu e tudo, mas que pega a gente pega.
Como se percebe, ainda só. Seria interessante ter esse número de pessoas a sós com seu outro, ela mesma, na blogosfera nesse instante. Quantos feridos que constróem esse endereço e o que deles fazem.
aqui sou pelo menos uma vontade de circo. Pouco? Bom, pra saber precisamos conversar e pelo jeito, você que existe e não me vê e que não vejo por querer ser encontrado, jamais vai saber.
Aberto a conversas, continuo animado, mas com uma potinha de segurança que é melhor chamar amigos de fora. Agigos e conhecidos do mundo que tem também distância, mas também tem cheiros. Afinal, é possível um cachorro sobreviver num mundo sem cheiros?
"Eu não sou cachorro não, prá viver tão desprezado (...)". Essa é uma outra música, de gosto, digamos assim, popular.
Mantenho um ícone no alto e a direita de quem olha o blog, uma inscrição vontade de circo. Deu vontade de falar dela. É um estado de espírito e só. Só também? É. Mas ao mesmo tempo que ele fala de uma vontade de conversa com quem quer que seja, há na página a teimosia em ser encontrada nas idas e vindas da internet. Será que alguém poderia ser achado e visitado aqui.
Encontros acontecem. Há pouco disse da ausência de praças e agora me veio a imagem das salas de bate papo. Bom, não frequento-as muito. É um troço estranho escrever algo e não saber se vem resposta e não poder replicar, principalmente quando ali se encontra uma "celebridade". Mas o nome sala é estranho, pois são conexões de janelas para janelas. Passagens e nada mais. Trago para minha casa a sua e você pode levar a minha. Só. Sustento que o caminho é desconhecido.
Assim a vontade de circo, enquanto durar minha paciência para a solidão vai ser um picadeiro com palhaço e sem platéia. E hoje tem marmelada? Pra mim tem, desde que deixe de ser o outro e volte ao que pode ir a geladeira. Idéia torta. Já era.
Ainda só na blogosfera. Não tá ruim, por que não é só aqui. Fosse, seria insuportável. O Tas, careca multimídia da TV Cultura - SP, não veio apesar de convidado. Pelo menos não deixou recado. Esse é meu indício de solidão. Bom, mas não tinha ilusão de que ele viria. Parece que o ermo se perde ainda mais na lógica de sobrevivência aqui. Tem que estampar, ser uma imagem que se presentifique e alimente a fome que de pensa, não pensa. Esse é um mudo de endereços, mas não tem ruas, calçadas, praças ou paredes para encostar e ver a vida. Aqui, só interiores. Pena.
Posso entretanto está absolutamente equivocado. E esse é uma possibilidade virtual, pois até agora, as coisas tem cara de absoluto.